Alimentação saudável e dietas específicas na prevenção cardiovascular
Dieta DASH
A dASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) caracteriza-se por um elevado consumo de fruta e produtos hortícolas, de laticínios com baixo teor de gordura, peixe e aves, alimentos integrais, sementes e frutos oleaginosos e por uma reduzida ingestão de gordura, doces e alimentos ricos em açúcar. Genericamente, este padrão alimentar deve ser considerado moderadamente hiperproteico, com os hidratos de carbono a serem parcialmente substituídos por proteínas e gordura (primariamente monoinsaturada). A dASH é ainda rica em potássio, magnésio, cálcio e fibra com baixo aporte nutricional em lípidos totais, ácidos gordos saturados e colesterol.
Dieta Mediterrânica
A dieta Mediterrânica caracteriza-se essencialmente por: consumo abundante de alimentos de origem vegetal (produtos hortícolas, fruta, cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosos); consumo de produtos frescos da região, pouco processados e sazonais; consumo de azeite como principal fonte de gordura; consumo moderado de lacticínios, sobretudo de queijo e iogurte; consumo baixo e pouco frequente de carnes vermelhas; consumo frequente de pescado; e consumo modera-do de vinho, em particular tinto e às refeições. Este padrão alimentar associa-se à preparação de pratos frescos e saborosos, com baixo teor de gordura saturada e trans, aliados a uma riqueza nutricional derivada das gorduras sau-dáveis provenientes do azeite, dos frutos secos oleaginosos e do peixe.
Mitos
«Mitos» a esclarecer no nosso país é ainda comum a ideia de que o vinho, e especialmente o vinho tinto, é protetor na doença cardiovascular, ideia essa que frequentemente justifica uma ingestão superior às recomendações. (…) Atualmente a evidência científica mostra-nos que na composição do vinho, particularmente do vinho tinto, se destaca um componente: o resveratrol. Este componente fenólico apresenta características antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-proliferativas e anti-angiogénicas, que lhe conferem o poder de combater o stress oxidativo e, consequentemente, benefícios de proteção cardiovascular.
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Conteúdo disponível na Revista Factores de Risco da Sociedade Portuguesa de Cardiologia














