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Livre-se da humidade

Amigos da humidade

O bolor e o mofo são fungos microscópicos que adoram ambientes húmidos e alimentam-se de substâncias orgânicas variadas como alimentos, madeira, papel, tecido ou tinta. Quando encontram um lugar propício, os milhões de esporos microscópicos que andam no ar instalam-se e multiplicam-se num ápice.

 

Arejar sempre

Apesar de haver menos humidade no ar no outono e no inverno, a diminuição da temperatura facilita a condensação do vapor de água, o que promove a acumulação de humidade e o aparecimento de bolores e fungos dentro de casa. Isto acontece mesmo em habitações bem isoladas, bastando que não exista arejamento suficiente. Os locais mais afetados são as paredes viradas a norte e nordeste, as casas de banho e as cozinhas. Os roupeiros e as costas dos móveis encostados à parede são também fortes candidatos à formação de bolor.

 

O melhor é prevenir

A forma mais eficaz de evitar a formação de bolores é impedir a acumulação excessiva de humidade no ambiente. Elimine primeiro as possíveis causas estruturais de humidade: caleiras estragadas, chaminés sem proteção ou infiltração nos caixilhos de portas e janelas. Descartadas estas possibilidades, o mais provável é tratar-se de vapor por condensação. Neste caso, há que aumentar a ventilação e controlar as fontes de humidade. Instale exaustores na cozinha e na casa de banho para controlar a humidade nas divisões mais húmidas da casa.

 

Regras anti-humidade

– Evite secar roupa dentro de casa. Se tiver de o fazer, ventile bem a divisão ou use um desumidificador.
– Coloque absorventes de humidade (pequenas caixas com cristais de cloreto de cálcio) em zonas de maior condensação como armários da casa de banho, do lava-louça ou roupeiros.
– Recorra a um desumidificador em zonas de grande condensação. Se a casa de banho não tiver janela, use o desumidificador durante o banho e deixe-o ligado mais 10 minutos.
– O ar fresco é um dos maiores inimigos do bolor. Areje a casa todos os dias, abrindo as janelas para deixar entrar ar mais seco.

 

Siga as pistas!

Manchas de humidade e de bolor no teto e nas paredes são as evidências mais óbvias. O bolor pode assumir várias cores, dependendo do tipo de fungo, sendo que preto, verde e azulado são as tonalidades mais comuns. O característico cheiro a mofo e bafio é outro indicador. Superfícies de madeira também podem criar fios esbranquiçados e amolecer. Mas, mesmo sem provas tão óbvias, é possível detetar a presença de condensação: observe se os vidros ficam embaciados por muito tempo ou cole um pouco de papel de alumínio na parede: se, passado algum tempo, este ficar húmido, a humidade está no ar!

 

Veja o nível do higrómetro

O ambiente deve rondar os 40% a 60% de humidade. Se estiver menos húmido, o ar fica demasiado seco, mais do que isso, o ar fica húmido demais. Se tiver dúvidas pode comprar um higrómetro para medir o nível em casa.

 

Operação limpeza

Quando limpar a casa, use luvas, óculos protetores e uma garrafa pulverizadora. A capacidade absorvente dos panos de microfibra impede que os esporos se espalhem no ar.

Humidade e alergias

Os esporos do bolor libertam-se no ar e podem provocar e agravar a asma, alergias, irritações cutâneas, e, nos casos mais graves, provocar infeções. Grávidas, bebés e idosos têm um risco aumentado por terem um sistema imunitário mais sensível. Um estudo publicado no Journal of Pediatrics revelou uma associação clara entre os problemas de humidade na cozinha e os ácaros nas salas e quartos das crianças. Alguns bolores podem ser especialmente tóxicos, pelo que a sua presença em casa nunca deve ser negligenciada.

Apanhe ar!

Os espaços fechados têm 20 vezes maior acumulação de partículas no ar do que os espaços abertos. Procure o ar livre para os momentos de lazer, seja uma caminhada num jardim ao fim do dia ou um passeio à beira mar no fim de semana.

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