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Sementes: a tendência que faz bem à saúde

As sementes estão na moda e ainda bem. Apesar de serem pouco utilizadas na cultura gastronómica portuguesa, a verdade é que nos últimos anos os hábitos alimentares dos portugueses têm vindo a mudar e a permitir a entrada de novos elementos na dieta mediterrânica.

A crescente preocupação com o corpo, a saúde e o bem-estar em geral pode estar na origem do aumento do consumo de sementes. Atualmente, existe uma forte corrente favorável ao consumo de sementes que revela que estas podem contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes ou obesidade.

 

Porque é que as sementes estão na moda?

Nutricionalmente muito ricas, as sementes são fontes de minerais, vitaminas, proteínas, fibras e gorduras predominantemente insaturadas. Existem vários tipos de sementes com caraterísticas únicas que podem atuar em várias situações. O consumo regular pode ajudar a emagrecer, prevenir uma doença, dar energia, entre tantos outros benefícios. O mercado tem vindo a explorar melhor este bem tão rico e a sensibilizar para o seu consumo.

Alexandra Sousa, nutricionista do Hospital CUF Porto, assume que “neste momento temos uma franja significativa de portugueses que estão bastante sensibilizados para os benefícios das sementes, uma vez que o seu consumo está na moda e que há muito mais informação sobre o tema do que há uns anos”. A nutricionista mostra, no entanto, alguma preocupação: “Devo confessar que esta moda me preocupa particularmente, uma vez que as pessoas podem tender a exagerar no consumo, o que também traz problemas.” Problemas esses que podem ser uma consequência do elevado valor energético que as sementes têm de uma forma genérica. Segundo Alexandra Sousa, “pelo facto de as sementes apresentarem um alto valor energético, devem ser consumidas com muita moderação, garantindo assim que os seus benefícios não ficarão hipotecados”

 

A introdução das sementes na alimentação diária

Alexandra Sousa revela que “hoje já é relativamente simples introduzir as sementes na alimentação diária. Há duas formas de consumir sementes: inteiras ou moídas. Podemos depois adicioná-las a saladas, introduzi-las em receitas de pães e bolos, fazê-las acompanhar de um iogurte, fruta, cereais ou até mesmo fazer uma omelete com elas”. A nutricionista refere ainda que “é importante não esquecer que a ingestão de sementes deve ser acompanhada pelo adequado consumo de água”.

 

Manter a linha com as sementes de chia

São as sementes mais indicadas para a perda de peso, pois têm o dobro do ómega 3 das sementes de linhaça, fator que contribui para reduzir o inchaço do corpo. A chia é rica em fibras que melhoram o funcionamento intestinal. Segundo Alexandra Sousa, “as sementes de chia, quando em contacto com a água, formam um gel que retarda o processo digestivo; quando chegam ao estômago, aumentam a sensação de saciedade, o que deixa a pessoa com menos vontade de comer, facilitando a perda de peso”. Mas fica o alerta: “É preciso ter em atenção o elevado valor energético que as sementes de chia têm.”

 

Os cinco tipos de sementes mais procurados

Consideradas alimentos funcionais, as sementes destacam-se na roda dos alimentos e diferem dos cereais integrais com os quais estamos mais habituados a lidar, como o arroz, os cereais no pão, na massa, entre outros. Apesar de todas as sementes serem interessantes do ponto de vista nutricional (desde que consumidas nas doses devidas), a verdade é que existem aquelas que são mais conhecidas e que têm benefícios que estimulam a sua procura. Saiba quais são os cinco tipos de sementes mais procurados hoje em dia.

Pevides (ou sementes de abóbora)
Estas sementes atuam diretamente na redução do colesterol e na saúde cardiovascular devido à forte componente de zinco e de gordura insaturada. As pevides também são ricas em ferro e vitamina E e C, o que lhes confere propriedades antioxidantes. Estão também associadas a processos diuréticos e anti-inflamatórios. No caso dos homens, ajudam no bom funcionamento da próstata.
Sementes de sésamo
Ricas essencialmente em cálcio, fósforo, ferro e vitamina B, são talvez as mais comuns ou de ingestão mais frequente, uma vez que o seu consumo é muito usado para regularizar o trânsito intestinal. A gordura que apresentam é insaturada, o que pode ajudar no controlo dos níveis de colesterol sanguíneo. Para além de tudo isto, Alexandra Sousa indica ainda que “os benefícios destas sementes podem ir mais longe e ajudar ao bom funcionamento do sistema nervoso central, bem como a prevenir doenças ósseas.
Sementes de girassol
As sementes de girassol têm vindo a ganhar terreno e são cada vez mais procuradas. Ricas em ácidos gordos ómega 3, atuam na redução de doenças cardiovasculares e ajudam a equilibrar os níveis de colesterol. São ricas em magnésio, selénio e vitamina E, atuando também na prevenção do envelhecimento precoce dos tecidos.
Sementes de linhaça
À semelhança das sementes de sésamo, também as sementes de linhaça são indicadas para o bom funcionamento do trânsito intestinal. São ricas em fibra alimentar, o que faz com que sejam introduzidas em algumas dietas, sendo ainda uma boa fonte de ácidos gordos essenciais ómega 3. Mas a grande mais-valia das sementes de linhaça e o que efetivamente as distingue das restantes é o facto de serem compostas por fitoestrogénios e isoflavonas, substâncias estas que têm uma ação muito semelhante ao estrogénio e que são por isso associadas ao tratamento de sintomas da menopausa, entre outras utilizações.
Sementes de quinoa
As sementes de quinoa são constituídas por aminoácidos essenciais, o que faz com que sejam muito utilizadas, nomeadamente na alimentação vegetariana. São uma boa fonte de proteína vegetal, ricas em vitamina B, ferro, fósforo, magnésio, zinco e selénio. Outra das grandes vantagens é que não têm glúten na sua constituição, sendo muito recomendadas para quem tem doença celíaca.
Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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