Exercício e nutrição previnem e controlam osteoporose
É um facto que a população mundial está a envelhecer, e os dados permitem-nos fazer uma previsão sobre este tema. Em 2050, cerca de 1/5 da população será idosa e a osteoporose, entre outras doenças comuns, terá uma maior incidência. A osteoporose é considerada uma doença dos idosos porque mais de 60% das mulheres e 30% dos homens com idades superiores a 50 anos sofrerão de fratura osteoporótica durante a sua vida. As fraturas mais comuns ocorrem na coluna vertebral, punho e bacia. Em pessoas afetadas pela osteoporose, as fraturas na coluna vertebral e bacia encontram-se associadas ao aumento da mortalidade.
Os estudos epidemiológicos mostram-nos que a osteoporose é quatro vezes mais comum em mulheres; uma em cada duas mulheres e um em cada oito homens apresentarão fratura osteoporótica durante a vida. A diminuição da produção de estrogénios em mulheres conduz ao desenvolvimento da fraqueza óssea, tal como a outras condições de saúde relacionadas com a diminuição da capacidade funcional e da qualidade de vida.
Muitas mulheres pós-menopáusicas sofrem de alteração do padrão de sono e, como consequência, de fadiga, ansiedade e stress. Sabendo que a produção excessiva de hormonas de stress como o cortisol, conduz a um processo de destruição (catabolismo), a consequente perda de tecido nobre, como a proteína muscular (fenómeno conhecido por sarcopénia), produzirá um grande impacto fisiológico. Se adicionarmos a diminuição da atividade física, espera-se um aumento da percentagem de massa gorda e do risco cardiovascular, assim como um aumento do risco de queda e consequente fratura osteoporótica.
Cerca de 35% a 50% das mulheres com idades compreendidas entre os 70 e os 80 anos têm dificuldade nas tarefas de mobilidade geral, como caminhar, subir escadas ou executar tarefas domésticas. De acordo com o Dr. Hollick, o défice de vitamina D (vitamina produzida a partir da exposição solar), associado à falta de atividade física, é um fator-chave para o desenvolvimento desta patologia. Mas há outros riscos para a osteoporose.
Exercício
É muito possível que a perda gradual de força muscular seja a razão pela qual os idosos têm tanta dificuldade em manter as tarefas diárias e, em última instância, a sua independência motora. A sarcopénia, ou perda de massa muscular, não é uma consequência inevitável do envelhecimento; é, sim, uma consequência inevitável do desuso.
Os tipos de exercício que já foram estudados e que se encontram relacionados com o aumento da massa óssea e da diminuição de quedas são os seguintes:- Saltos/aeróbica de alto impacto.
- Musculação com cargas elevadas.
- Treino de equilíbrio e coordenação motora.
- Caminhada vigorosa.
- Treino em plataformas vibratória.
- Dança tai chi.
É fundamental ter em atenção que uma pessoa de idade avançada com osteoporose apresenta um risco acrescido de fratura. Assim, é importante que o seu programa de exercício seja prescrito e supervisionado por um profissional especializado, de forma a minimizar o risco de fratura e a otimizar os resultados ao nível da aptidão física geral e recuperação da funcionalidade.
Nutrição
Existe alguma controvérsia sobre a relação entre o consumo de cálcio e a osteoporose. Sem a vitamina D (suplementada sob a for- ma de D3 ou proveniente da exposição solar), apenas é absorvido 10 a 15% do cálcio ingerido. Um estudo realizado pela Universidade de Harvard (Dr. Willet) provou a não existência de relação entre o elevado consumo de lacticínios ou alimentos ricos em cálcio e a redução da incidência de fraturas.
A deficiência em magnésio, zinco, cobre, vitamina K e complexo B pode afetar negativamente a saúde óssea.
Também se provou que uma dieta rica em alimentos acidificantes (cereais, laticínios e todos os produtos de origem animal) e pobre em alimentos alcalinizantes (verduras e frutas) afeta negativamente o conteúdo mineral ósseo. O consumo de proteínas é fundamental para aumentar a absorção intestinal de cálcio, desde que a dieta também contenha um elevado teor de alimentos alcalinizantes.
Se o rácio omega-6/omega-3 for excessivamente elevado, pode provocar perda óssea. O equilíbrio poderá passar por diminuir o consumo de óleos vegetais comuns (exceto o azeite) e de gorduras industriais, aumentando o consumo de peixe, suplementos de óleo de peixe, oleaginosas, sementes (linhaça), etc.
Já foi provado que níveis elevados de insulina provocam perda de cálcio. Assim, para prevenir/ gerir a osteoporose, devemos ingerir alimentos com uma baixa carga glicémica e baixo potencial insulinotrópico. Muitos alimentos ricos em hidratos de carbono, especialmente os cereais refinados, apresentam uma alta carga glicémica e aumentam grandemente a produção de insulina, conduzindo ao aumento da gordura corporal e à diminuição da densidade mineral óssea.
O défice de vitamina D e a falta de exercício podem causar osteoporose, mas há outros fatores para o aparecimento desta doença.
- Idade (avançada).
- Género (feminino).
- Raça caucasiana (branca).
- História familiar (doença na família).
- Baixo índice de massa corporal (peso baixo para a altura) .
- Amenorreia pré-menopáusica prolongada.
- Baixos níveis de testosterona nos homens.
- Falta de atividade física.
- Tabagismo crónico.
- Consumo excessivo de álcool.
- Falta de cálcio.
- Uso crónico de medicação específica (glucocorticóides, anticonvulsivos, etc.).





